Grunge-chique
21 de Janeiro de 2012 . Por Patrícia Pontalti

Alexandre Herchcovitch é sempre como um pote de Häagen-Dazs em meio a uma dieta rígida. Nos faz feliz. Para o inverno 2012, o estilista explorou um dos ícones de sua trajetória, o xadrez, que surgiu com a sofisticação característica de suas coleções mais recentes. É como se o jovem Herchcovitch, de perfil mais outsider, encontrasse com o Herchcovitch maduro, requintado. Optando por uma apresentação limpa, o foco ficou na roupa - e não é ela mesmo que importa!?

Fotos Agência Fotosite

O que impressiona ao primeiro olhar desse grunge chique é o exercício perfeito da alfaiataria, coisa que o designer ama e faz como poucos. Desta vez, as formas vieram arredondadas, expondo a precisão de acabamentos quase de alta-costura, em mais uma provocação do sempre inquieto criador. Sim. Ele ama a precisão da técnica - e até lembrei de uma coleção onde ele usou pequerruchas correntes nas costuras para tornar o caimento perfeito, assim como Chanel fazia.

Fotos Agência Fotosite

Essas modelagens clássicas foram trabalhadas em couro, rendas, cashmere, lã, náilon, em tons de marrons e enferrujados, pincelados por dourados. De querer já: os vestidos metalizados, o vestido em camadas de renda dourada e a calça dourada mais curta e com leve babado na barra. Ah! Herchcovitch apostou em mules, que eu, particularmente, não gosto, mas que já são um sucesso no Hemisfério Norte.

Em tempo: a gente não viu o desfile de Pedro Lourenço (pena) e preferimos não comentar a estreia de R.Rosner, que ainda tem muito chão pela frente, e nem a coleção sofrível da Iódice, afinal, depois de 30 edições de SPFW, a gente vai com menos sede ao pote, a não ser que ele seja de Häagen-Dazs.

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Comentários

  1. lloyd comentou:

    Julho 31, 2014 às 3:29(#)

    defray@ptolemaists.goodnight” rel=”nofollow”>.…

    ñïàñèáî çà èíôó….

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