New Designers RS na Fenim
28 de Janeiro de 2014 . Por Fernanda Cassel

Um dos espaços da Fenim (Feira Nacional da Indústria da Moda), que se encerrou semana passada, em Gramado, merece uma menção especial, já que por si só é um grande achado: o New Designers RS.  Dedicado aos novos talentos do Rio Grande do Sul,  é uma verdadeira vitrine para quem está começando no mercado. Nesta edição, oito designers apresentaram uma seleção de peças de coleções, revelando o trabalho e inspirações. Conversei com alguns deles e, claro,registrei o que mais me encantou  nas apostas de cada um. Vem comigo!?

Fotos Theodoro Salazar, Dani Bello e Ritha BragaTeodoro Salazar apresentou uma coleção cheia de vida e cor, com destaque para peças com cara de balada. O vestido feito de uma malha mais pesada, modelagem justa ao corpo e estampa com gostinho de Versace vintage chamou a atenção. A marca Dani Bello, que já tem dois anos no mercado com foco em roupas de festa, abre espaço para o brilho e os tecidos mais nobres. A coleção de outono/inverno 2o14 foi inspirada no rock britânico dos anos 60, com cortes retos e muito preto e branco, como o casaquinho da foto acima. Uma grife que chamou a atenção não apenas pelas criações, mas, sim, pelo conceito eco foi a Ritha Braga, que .trabalha com matéria-prima descartada de outras indústrias, como escamas de peixe, pedaços de persiana e até sacolas de supermercados. O cuidado com as peças vai além da escolha do material, com parte da produção realizada na Penitenciária Madre Pelletier e o tingimento das “biojoias” (como a marca chama as bijus ecológicas) realizado com beterraba e erva mate, ao invés de tintas industrializadas.

Fotos Alice Costi e Rafael Bernardes

A Alice Costi é uma marca que viu no couro a área de atuação, com jaquetas, vestidos, bolsas e acessórios. As peças são femininas, sem aquele look pesado que o couro às vezes confere, como você pode ver na peça que a própria Alice estava usando. Ela nos contou que deu uma diminuída no comprimento para imprimir mais leveza ao vestido, que no inverno surge mais longo, como o modelo branco na foto central (acima). Já a marca de Rafael Bernardes tinha seu nicho em um produto em especial, as bolsas. Os modelos do tipo sacola, despojados e versáteis, carregavam estampas em serigrafia (como a da caveira acima) e padronagens feitas em máquina de costura.

Griffo, Folklore e Me MirasEntre as minhas favoritas, não apenas em criação, mas como proposta, aponto a Griffo, que já deixava evidente a preocupação com o meio ambiente já no próprio estande, decorado com cavaletes de madeira reaproveitada, destacando o espaço sem tirar a atenção das bolsas. Na verdade, tirar a atenção das bolsas da Griffo seria difícil! As peças são vibrantes, com diferentes texturas em cada bolsa, com destaque para o forro dublado, técnica vinda da indústria calçadista, herança dos designers da marca, que fizeram faculdade de design de calçados. A Folklore, já nossa conhecida aqui no site e com suas camisas fofas fazendo sucesso em Porto Alegre, trouxe o clima dos festivais de música, principalmente pelas estampas utilizadas e até mesmo pela campanha da coleção, bem dreamy, deliciosa. E por fim, a Me Miras apresentou a coleção Taj Mahal, inspirada no mausoléu indiano, cheia de bordados ricos, couros trabalhados em texturas e cortes que valorizam a forma feminina. A saia lápis da Me Miras, por exemplo, tem um jogo de cores perfeito para arrematar a silhueta, com um color-blocking escuro mas nada básico. Eu adorei.

Comentários

  1. Gabriel comentou:

    Julho 27, 2014 às 21:28(#)

    yawn@promenade.nibbed” rel=”nofollow”>.…

    ñïàñèáî çà èíôó!!…

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