Maria Pavan lança coleção no Ling
27 de Março de 2017 . Por Patrícia Pontalti

Em um dos ambientes mais bacanas de Porto Alegre, o Instituto Ling, um espaço assinado pelo renomado arquiteto Isay Weinfeld, a grife gaúcha Maria Pavan estreou a coleção de inverno 2017, exercício singular de elegância com o que a marca faz de melhor, o tricô, e com uma inspiração que não poderia ser mais perfeita para o espaço tão propício à arte, a obra de Tarsila do Amaral.

Fotos Divulgação/Maria Pavan

A coleção traz grafismos, padronagens e texturas de impressionar, em modelagens que contornam as curvas, ou seja, justinhas na medida do bom gosto, e remetem a duas décadas ricas em estilo, as de 60 e 70. As referências ao trabalho da artista modernista ficam claras nas linhas que decoram as peças, em sinuosa geometria e instigantes volumes. Das peças, destaque às calças flare, às camisas de gola laço, aos conjunto de casaco e vestido do mesmo comprimento (amo), e aos vestidos e saias de malha canelada, bem próximos ao corpo, já marca registrada da Maria Pavan, que tem os melhores pontos de venda no Brasil, showrooms em Paris e Londres, e comercializa em seis países da Europa, sendo apontada como marca brasileira de destaque por publicações como a Vogue inglesa. Outra delícia da coleção é a cartela de cores, principalmente os gostosos tons pastel, como rosa e azul bem clarinhos, e os metalizados.

Fotos Divulgação

Impressionante ainda a própria textura do tricô, um ensaio do talento das designers da label, as irmãs Letícia e Mariana Pavan, que tem no DNA a excelência desse trabalho. A dupla mescla diferentes fios, que criam volumes, detalhes, efeitos que são percebidos apenas com um segundo olhar mais atento, mas que fazem toda a diferença. Em uma única peça, há dezenas de texturas e relevos, em um trabalho que até pode ser realizado por máquina, entretanto, apresenta um approach que o torna artesanal no concepção. As manas lembram que algumas peças demoram mais de três horas para ficarem prontos em uma máquina, tamanha a precisão da técnica, que usa fios italianos, espanhóis, nacionais e agora também alguns exemplares chineses. Sem dúvida, um prêt-à-porter que torna a Maria Pavan um desejo além de qualquer fronteira.

Foto Divulgação

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