Chique minimal de Andrea Marques
17 de Junho de 2016 . Por Patrícia Parenza

A carioca Andrea Marques lançou sua marca em 2007 para trabalhar a paixão por estampas, cores e acabamentos delicados em formas contemporâneas e femininas. E é isso que ela vem fazendo desde então. No desfile de ontem, no Rio Moda Rio, a estilista apresentou uma coleção coesa, chique, adulta e inspirada na cidade maravilhosa.

Rio Moda Rio

Rio Moda Rio

A mistura do rosa com o vermelho (uma das minhas prediletas) ficou linda nos vestidos e macacões com comprimentos midi. A sensualidade fica por conta dos profundos decotes e fendas que valorizam os ombros e as pernas. Tudo é amplo, distante do corpo, com linhas retas em seda pura.  O pied poule gigante apareceu em vestidos e conjuntos de pantcourt e camisão. Tudo a cara da mulher chic e contemporânea do Rio.

Rio Moda Rio

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Pantalona, essencialmente chique
9 de Abril de 2015 . Por Patrícia Pontalti
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Existem peças que tem o superpoder do glamour imediato. Você coloca e… pronto! Parece que um pó de pirlimpimpim fashion faz você ficar com cara de fina, elegante, maravilhosa. A pantalona é exatamente assim. Uma calça versátil, atemporal, que veste bem a maioria das mulheres. Embora volta e meia ganhe o título de tendência, como neste inverno 2015, a pantalona é muito mais: é um clássico a toda prova, um verdadeiro essencial do closet contemporâneo.

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A pantalona surgiu na moda nos anos 1920, pelas mãos de Coco Chanel, que foi pioneira em catapultar peças masculinas para o closet feminino. Chanel desfilava suas pantalonas pelos balneários franceses, acompanhada de outro clássico do qual a gente até já falou por aqui, a camiseta bretão. Claro que a informação, como bem sabemos, não era lá muito ágil na época, e usar calças ainda era coisa restrita a algumas vanguardistas europeias e aos seus diminutos círculos artísticos.

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E assim, discretinha, as pantalonas ficaram até os anos 1930, quando chegaram ao que era considerado o maior meio de comunicação e influência de então, o cinema. Atrizes como Marlene Dietrich e Katherine Hepburn desfilavam com a peça dentro e fora das telas, provocando olhares curiosos e críticas ácidas – afinal, mulheres vestindo calças, ainda mais símbolos de beleza como as duas, era algo perturbador para algumas mentes mais atrasadas. Mas, com o desejo inerente por mobilidade e conforto e graças à audácia de algumas feministas de essência, as pantalonas persistiram (aleluia!) – diz a lenda que Katherine chegou a andar somente de calcinhas no set em protesto porque haviam “escondido” suas pantalonas, tentando evitar, em vão, que a atriz as usasse.

Foi ao final dos anos 1930 e meados dos anos 1940, período mais árduo da Segunda Guerra Mundial, que as pantalonas tornaram-se coloquiais, perfeitas para vestir uma nova mulher que estava nascendo, uma mulher que assumiu o trabalho pesado nas fábricas para sustentar a família, já que o marido estava em campo de batalha. As pantalonas foram resposta prática – e elegante, é claro – para o novo mundo que se delineava a partir de então. E assim elas tornaram-se um essencial pra sempre, do ontem ao contemporâneo.

Se a história relaciona a pantalona a momentos cruciais de liberação feminina, não é diferente também no que diz respeito a estilo: democrática, a pantalona responde a necessidade feminina de estar sempre bem, indiferentemente da silhueta estar ou não perfeita. Por seu corte reto, é ideal para disfarçar voluminhos indesejáveis na região dos quadris. Modelos de frente reta, sem pregas, podem ser perfeitos para minimizar um abdômen proeminente. A exceção só recai na largura das pernas, já que mulheres mais baixas devem evitar modelos muito largos, preferindo sempre as versões mais sequinhas. No mais, liberada para gregas e troianas de muito estilo. Ah! E por falar de estilo, ela pode transitar pelo esportivo, sofisticado, casual, fashionista. Tudo depende dos acessórios e complementos.

Inspirações mil para quem quer adotar a pantalona de vez!

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  • Paris Fashion Week - Spring/Summer 2015 - Streetstyle
    Esporte-chique?! Liberado
    14 de Novembro de 2013 . Por Patrícia Pontalti

    Hoje a gente segue com mais uma dica bacana de como adaptar as tendências às diferentes silhuetas, valorizando o que cada uma tem de melhor. A vez é do esporte-chique. Afinal, não é de hoje que as passarelas flertam com as quadras. Referências e modelagens esportivas transitam pelo dia a dia mescladas a elementos de puro glamour, principalmente tecidos sofisticados (sedas, paetês, crepes) e acessórios. Lembre-se: para acertar é preciso imprimir luxo ao esporte. Ah! As imagens são do Carlos Contreras, a beleza do Thiago Costa e o stylist da Pati Cuozzo, com concepção das patrícias.

     

    Foto Carlos Contreras/EspecialQuadris largos: shorts alongados e bermudas com corte de alfaiataria, sempre mais requintado, são excelentes alternativas, principalmente em cores escuras. Combine com um top bicolor com listra horizontal, o que vai alargar um pouco a parte superior, equilibrando as proporções. Scarpins coloridos de salto alto e chunky chains, colar com grossas correntes de metal, resultam na composição perfeita.

    Short Gabriela Verri, top Iaiá, colar Acessorize, sapato Aldo do Território do Sapato, óculos Chilli Beans e clutch acervo

     

    Foto Carlos Contreras/EspecialCheinhas: os t-shirt dress ou, simplificando, vestidos-camisetas, são práticos, versáteis e vestem bem quem tem formas mais roliças. Capriche nos acessórios, que vão garantir a personalidade da combinação, como um maxicolar e uma shopping bag de puro impacto.

    Vestido Iaiá, bolsa e sapato Santa Lolla, colar Osklen (acervo) e óculos Chilli Beans

     

     

     

     

    Foto Carlos Contreras/EspecialSeios fartos: uma camisa fluida, com listras verticais na altura dos seios, é curinga da temporada, perfeita para coordenar com os paletós soltinhos. Para reforçar o aroma esportivo, short em versão puro glamour, de paetês (lembre-se: brilho amplia, equilibrando parte superior e inferior do corpo), e acessórios sofisticados. Resultado?! Um visual festivo.

    Camisa Espaço Fashion, short Chamsah Couture, casaco Renner, sapato Aldo do Território do Sapato, clutch Santa Lolla e brincos Fátima Mello