Bota vermelha, use já
22 de Maio de 2017 . Por DiallaDorneles

A gente tem certeza que Dorothy amaria a nova mania entre as fashionistas: botinhas vermelhas. A dita pode até não ter poderes mágicos, mas, com certeza, imprime um toque pra lá de especial ao visual. E, apesar de não parecer, pode ser muito versátil na hora de vestir, combinando com vários tipos de composição. Para comprovar, espia aqui quatro jeitinhos diferentes de usar, com idêntica bossa, a bota vermelha. Vem!

Bota + jeans + blusa de tom neutro

Começando pela maneira mais fácil e sem erro de usar - com jeans. A produção fica bastante cool quando somada a um modelo bem despojado, principalmente no modelo “mom” ou com a barra desfiada. Isso resulta num contraste de estilos que casa bem.

Fotos: Pinterest

Bota + vestido ou saia preta

Um recurso muito interessante para a bota é o de incrementar looks outrora mais simples, como um todo preto. O sapato serve como ponto de cor, e o resultado é um visual que sai da mesmice e fica cheio de bossa.

Fotos: Pinterest

Bota + peças estampadas

Sim, é possível! Não é só em composições básicas e neutras que se pode usar a bota vermelha. Algumas combinações casam muito bem sim, obrigada, se o objetivo for ousar. Um recurso para tornar a combinação mais certeira é escolher uma estampa que tenha algum tom de vermelho, como a bota. Mas isso não impediu Olivia Pallermo de escolher uma estampa com outros tons e acertar em cheio.

Fotos: Pinterest

Bota + Preto e Branco

Outra combinação de cores incrível é o preto, branco e vermelho. A gola rolê preta surge como elemento agregador de estilo e faz o visual parecer mais elegante.

Fotos: Pinterest

Short de alfaiataria, um coringão
10 de Agosto de 2015 . Por Fernanda Cassel

Uma contradição em três palavrinhas: short de alfaiataria. Quando fala-se “short”, logo colocamos a palavra em algumas caixinhas: situação informal, visual mais jovem, look final de semana. Já “alfaiataria” vem acompanhada de outros pré-conceitos: situação de trabalho, visual mais sério, look social. Eis que surge essa deliciosa peça híbrida, o short de alfaitaria, uma peça que transita entre esses dois conceitos, que não é tão social, mas também não é um shortinho jeans para se usar com cropped de tricô à beira da praia. Ele fica, digamos, no limbo. Anda na corda-bamba. Lindo, mas e aí? Como, onde, quando usar a peça? Em uma situação muito específica, que fica exatamente entre o social e o despojado, que acontece uma vez ao ano, em noite de lua cheia? Não, a beleza do short de alfaiataria é que, assim como muitas peças coringas, ele é o que o styling faz dele. Quer ver?

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Uma alternativa muito bem vinda ao short jeans, queridinho das baladas e barzinhos. O short de alfaiataria é um pouco mais comportado, por isso ele equilibra bem com croppeds, peças com brilhos e decotes alongados. Para usar os modelos mais curtinhos e até mesmo estampados, viu? É puro charme jogar um blazer desestruturado por cima do look, deixando as pernas alongadíssimas com um bom salto. Sem medo de ser feliz.

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Tem alfaiataria no final de semana, minha gente! Quem disse que o jeans precisa ser o uniforme da descontração? Não mesmo. Como essa peça é confortável e mais curta, ela rende boas produções com camisetas soltinhas, rasteiras, peças de materiais leves e acessórios mínimos. Para acordar tarde no domingo, montar o look quase dormindo e mesmo assim não errar.

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Pode usar short de alfaiataria no trabalho? Pode, mas é preciso lembrar de alguns detalhes. Primeiro, nem todo ambiente de trabalho é igual, alguns lugares não toleram peças curtas de jeito algum, por isso, melhor não forçar a barra e deixar essa pecinha “coisa-mais-amada” só para os momentos de descontração. Agora, se o local de trabalho é daqueles boa pinta, que permite uma liberdade maior, então o short de alfaiataria pode ser uma ótima aposta nos dias mais quentes. Use peças mais soltinhas, procure maneirar no comprimento e combine com camisas e blazeres. Voilà!

Doce cobertura
15 de Julho de 2015 . Por Fernanda Cassel

Semana passada eu falei dos “pontinhos de luz” e como um sapato colorido pode apimentar uma produção. Hoje é outro detalhe - nem tão detalhe assim - pelo qual suspiro quando vejo nas araras ou espio nas vitrines: os casacos de tonalidades doces. “Ah, mas o inverno pede tonalidades escuras e neutras”. Sim e não. Claro que um bom casaco preto, o nosso amado mantô camelo e tudo que é mais fechado tende a agradar mais nas temperaturas frias, só que às vezes esse blackout na paleta de cores satura a cabeça do ser humano, fazendo implorar por um tom pastel - bem dessaturado. Eis que entram as doces coberturas. Casacos, capas, trench-coats e qualquer belezinha que pode-se jogar por cima de uma produção invernal, em cores de salivar: rosa algodão doce, verde menta, amarelinho creme, azul cupcake, lilás macaroon (ok, esses últimos eu inventei, mas dá para entender onde eu quero chegar, não é mesmo?).  Essa gama de nuances é suave e pode ser vista em lã fria, em bouclés gostosos ao toque ou até mesmo - para as mais aventureiras - em peles fake. Já imaginou que delícia um casacão de pele azul claro? Para sair fazendo o Sulley do Monstros S.A. Separei alguns exemplos de como os casacos de tons adocicados são belas adições ao guarda-roupas invernal. Vem comigo!

Fotos Tommy Ton

Fotos Tommy Ton

Fotos Tommy Ton

Fotos Tommy Ton

Tendência quentinha - literalmente
24 de Junho de 2015 . Por Fernanda Cassel

Existe uma foto na qual já esbarrei diversas vezes quando em busca de referências no maravilhoso mundo da internet. Sempre que eu a vejo, tento encontrar uma desculpa para poder usá-la em um texto, incorporá-la a um moodboard, colá-la na parede do quarto, etc. Hoje, não preciso de desculpa, pois a foto em questão ilustra perfeitamente duas evidentes microtendências para o inverno 2015. Estou falando da belíssima Olivia Palermo usando uma justíssima bota over the knee (tendência um, check!) e enrolada em um casaco cobertor - tendência dois, check, e, também, o motivo deste post.

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As botinhas over the knee foram adotadas, principalmente no sul do país, que nem cachorro de raça em feira de filhotes. Na velocidade da luz! Já o casaco tipo cobertor é uma tendência que acabou recebendo mais resistência por parte das mesmas meninas que se estapearam pelas botas “cano na coxa”. Tudo bem. A peça pode parecer mais difícil de usar, mas não quer dizer que toda produção que seja feita com esse tipo de casaco deixará quem veste com jeito de “saí de casa com um Snuggie“, vide Olivinha acima. Claro, a fofa está usando um cobiçado cobertor da Burberry sobre a pequerrucha saia e com botas que entram apenas nas canelas de nós, meras mortais; mas esse look é apenas um exemplo de vitória para o casaco cobertor. A peça pode, sim, ser uma aliada de dias frios e looks mais pés no chão.

<em> <em>No entanto, temos de admitir, que o Snuggie tem seu charme.</em> </em>

No entanto, temos de admitir, que o Snuggie tem seu charme.

Para quem gosta do casaco tipo cobertor na teoria, mas fica com medo de parecer que assaltou o armário das roupas de cama na prática, aqui estão algumas maneiras bacanas de aproveitar a tendência que alia conforto a estilo.

SKINNY NA PARTE DE BAIXO

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TUDO AMPLO

fotos-amplo

 

ACINTURANDO A PEÇA

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PERNAS DE FORA (para as corajosas e/ou destemperadas)

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Camisa polo, a tradicional que vem bem
15 de Outubro de 2014 . Por Patrícia Pontalti

Foto Reprodução

Outro dia, editando um texto sobre as tendências da semana de moda de Milão, a gente se depara com o retorno de uma peça clássica de qualquer closet, mas que costuma provocar cenhos franzidos por boa parte das mulheres: a camisa polo. Sim. Este uniforme do coxinha padrão em qualquer lugar do mundo sofre forte discriminação das moças um tanto outsider, mas é por pura injustiça. Sério. A polo, quando bem usada, é um charme e pode impor um toque nobre ao mais descontraído e provocativo dos visuais. Sem qualquer dúvida, viu?!

Originária dos campos de polo, como o nome mesmo sugere, ela saiu da mira exclusiva dos atletas quando invadiu as quadras de tênis na década de 20. Sim. Quando em um US Open o tenista René Lacoste vestiu um modelo de algodão branco e colarinho leve inspirado na vestimenta dos jogadores de polo, a peça virou desejo de outros tenistas e também dos elegantes que circulavam pelas plateias. Em 1933, junto ao fabricante de malhas francês André Giller, Lacoste começa a comercializar a camisa, que tinha como símbolo um crocodilo, referência ao apelido do tenista, Le Crocodile. Fato curioso: foi a primeira vez que o logotipo de uma marca surge costurado do lado de fora de uma peça (quem diria, hein?!). E a gente convive com esse adorável crocodilo desde então, fazendo da Lacoste a mais clássica das polos.

Foto Reprodução

Rene Lacoste e sua polo, criador e criatura | Foto: reprodução

Lógico que as polos ganharam mil interpretações e leituras. O modelo tradicional, de qualquer grife, fica mais interessante quando usado um número menor, mais justinho no corpo, em cores tradicionais, como branco ou azul-marinho. A gente também adora as polos clássicas, inclusive as de manga longa, em tons suaves ou bem vibrantes, como um laranja ou azul Klein.

A gente ama a campanha Unconventional da Lacoste, que explora o glamour da polo

A gente ama a campanha Unconventional da Lacoste, que explora o glamour da polo

A melhor dica para sacudir um pouco com o layout caretinha da polo é combiná-la a peças mais despojadas, como shorts, jeans, calças coloridas. Também fica ótima para proporcionar o cobiçado título hi-lo em uma visual mais sensual ou elegante. Isso mesmo. Use com saias lápis ou com um modelo longo e volumoso, brincando com conceitos opostos e reforçando a versatilidade da peça.

Fotos Reprodução

Em Milão, Dsquared², Fausto Puglisi, Fendi, Jil Sander e MSGM apostaram em interpretações da peça

Se você acha praticamente impossível reverter a personalidade nerd ou a nobreza exacerbada da polo , adote releituras, que mantêm o tipo de colarinho e fechamento, mas inovam em materiais, formatos e detalhes, bem como se viu na semana de moda de Milão. Use em seda, em tricô, com bordados, amplas….Ufa! O interessante é ter uma polo para chamar de sua, do seu jeito. Ah! Antes que a gente esqueça: o formato da polo veste bem vários tipos de silhueta, já que seu decote valoriza também mulheres cheinhas e as de peitos generosos. Vai resistir depois desse argumento?! Boas combinações.