Todos querem Costanza
20 de Março de 2015 . Por Patrícia Pontalti

Foto Andréa Graiz/Rede Social/RBS/Reprodução

Costanza em foto de Andréa Graiz, da Rede Social, de Zero Hora

“Todos querem Costanza”, me disse Parenza enquanto a gente observava a papisa da moda em tour de microentrevistas pouco antes de seu bate-papo no lançamento da coleção de inverno da Spezzato, ontem, no Shopping Iguatemi, em Porto Alegre – e a nossa seria a última. Enquanto ela respondia as questões, flashes pipocavam de todos os lados, a maioria de fãs que queriam ficar um tiquinho mais perto deste ícone mundial da elegância – sim, caros, Costanza é do mundo. Ao fim de cada entrevista, dava pra sentir o encantamento da repórter, que saía deslumbrada, e o nervosismo da seguinte só por ficar frente a frente com Costanza. E Costanza lá, na dela, calma e paciente como só, balançando a rasteirinha de cristais e sorrindo para todos.

Fiquei pensando o que faltava saber sobre Costanza, o que eu poderia perguntar. Todos sabem muito sobre ela – e se não souberem, basta dar um leve Google que a tela lota de informações das mais variadas. Nasceu na Itália e veio para o Brasil criança. Cresceu no meio, filha de donos de uma das maiores tecelagens do país, a Santaconstancia. Foi uma das maiores editoras de moda que o país já viu – e que faz tempo que não vê, infelizmente. Dá aulas para quem trabalha na Vogue, além de assinar uma das colunas que mais vale a pena na revista. Lutou contra o câncer e venceu. Tem duas filhas, Consuelo, que segue os passos da mãe, e Alessandra, que atua no mercado literário. Tem dois netos, Allegra e Cosimo, filhos de Consuelo. Teve vários amores. Ama viajar. Escreve com uma eloquência e um humor avassaladores. Pratica pilates. Molha o rosto com água bem gelada toda manhã – e bebe mais de meio litro ao acordar, antes de tudo. Tem paixão por talentos emergentes, óculos escuros e joias. Acha mais fácil manter-se magra do que disfarçar o peso extra. Ufa! Pois é. Isso todo mundo sabe – ou pode saber. O que eu queira mesmo é que as pessoas que nunca estiveram perto da Costanza pudessem sentir como é inspirador estar com ela. E daí, no papo rápido que tivemos como comadres, pincei algumas frases que pudessem apontar porque todos querem Costanza, estas sim referências para ser não apenas uma pessoa de estilo, mas, sim, uma pessoa melhor. Vamos lá!

Foto Reprodução Internet

“Meu pai sempre me disse que vestir bem é um sinal de respeito com o outro”, disse Costanza quando perguntei se tinha algum tipo de ousadia que ela gostaria de fazer, mas que segurou por ser quem é. “Não. Não penso nisso, meninas. Penso no outro”. Toda manhã, Costanza olha a agenda com foco em onde vai circular e com quem vai sair. Em frente ao espelho, se conhecendo, sabendo dos sabores que a fazem feliz, ela se veste como a uma personagem, levando em conta o público. “A gente precisa entender com quem vai estar. Não adianta estar totalmente fashionista em um encontro de pessoas tradicionais, e vice-versa. Isso é respeito com outro, saber até onde a gente pode ir”, diz, lembrando que isso vale para tudo, inclusive para opiniões, como no velho e válido dito da liberdade que acaba onde começa a do outro. E Costanza é assim, na dela, mas sempre com pequenas ousadias que revelam um personalidade outsider, que curte provocar, mas tem pavor de tapas na cara. Sutileza é a ordem. Uma delícia!

Quem resiste a um bom contador de histórias? E como a gente se torna um bom contador de histórias?! Vivência e cultura, caros amigos, cultura. Quanto mais a gente sabe da vida, do mundo, das artes, do cinema, da música, do outro, da política, da economia, da literatura, mais a gente aguça o olhar e cria elos interessantes, funde referências, mescla informações e edita de um jeito único, revelando memórias que fazem os olhos do ouvinte brilhar. E assim é Costanza, um caleidoscópio cultural. Tudo que ela conta tem um gostinho maravilhoso, porque, lógico, circula em ambientes incríveis e tem muito experiência de vida, mas, muito importante, ela se interessa e sabe temperar de um jeito único, com um dos outros motivos que a fazem tão especial: simplicidade. Costanza não é de não-me-toques. Ao contrário. Tem verbo direto. É uma perspicaz tradutora da vida, tornando muito mais envolvente qualquer assunto, por mais complexo que ele seja. Ser chique é ser simples, viu?!

Foto Reprodução Internet

Pelo que você perderia a elegância?! “Tá louca! Por nada. É o que me resta”, fala ela, revelando outro motivo que a faz deliciosa: a sinceridade desconcertante. Se você perguntar algo para Costanza, prepare-se para ouvir o que ela pensa, mesmo. Não à toa, em poucos segundos, ela já nos falou como fica triste em ver uma revista icônica como a Vogue sem uma mão editorial mais precisa, que aponte rumos de fato e que pense em uma mulher real na hora de criar seus editoriais. “Falta personalidade em tudo aquilo, sabe?! Falta pensar em quem é aquela pessoa que usaria aquela roupa. Acho tudo tão fraquinho”, diz Costanza, que foi contratada para fazer workshops com a equipe da revista, que agora está sem Giovani Frasson. Mas fica a dica: a sinceridade de Costanza só surge quando você pergunta – e ela é bacana porque tem embasamento, algo fundamental para falar o que se pensa.

Exibindo um enorme anel de caveira no dedo, Costanza conta que foi presente do neto. Por que da peça?! Os dois, ela e o neto, têm um programa frequente em viagens: catam flyers de shows alternativos buscando novidades musicais. Eles vão ao shows, de metrô, curtindo cada minuto. Sabendo da acentuada veio rocker da avó, Cosimo garimpou o anel em uma feira de rua mundo afora. E a avó o exibe orgulhosa, como a joia única que é. Bem. O que eu queria dizer disso tudo, além da fofice de neto e avó, é que Costanza é curiosa, sem preconceitos para o novo, atenta ao mundo ao seu redor. Lembro de outra entrevista, há alguns anos, na qual ele me falou que estava adorando Strokes, indo a shows deles em Nova York – e a banda era algo bastante cool e ainda restrito na época. Quem é curioso, nunca envelhece. E sempre tem algo bom a dizer.

E eu poderia seguir dizendo que é maravilhoso como ela desvirtua uma conversa, levando você para bem longe de onde queria estar, mas tão encantado com o novo rumo que nem quer saber de voltar. Poderia dizer que ela se mexe de um jeito suave, como uma bailarina, mas que, ao mesmo tempo, é imponente e tão forte como o de uma donna italiana. Poderia dizer que a gente tem uma verdadeira aula a cada pergunta mais série de moda, com ela falando de mercado e futuro como poucas pessoas no Brasil. Poderia dizer que ela faz chover argumentos quando você fala de uma coleção de qualquer estilista e de qualquer temporada que imaginar. Poderia dizer que ela não teme em pegar o último bolinho do prato, aquele que sempre sobra porque nenhum comensal quer ser ‘deselegante’ à mesa. Poderia dizer que ela esconde chocolate – e quase despenca do armário da cozinha quando sai a procura. Poderia contar uma dezena ou centena de outras histórias que já ouvi de ou sobre Costanza, mas devo admitir que o que faz todos quererem Costanza é que ela também é… estilosa, muito estilosa. Ai. É uma gostosura ver a precisão de escolhas, a forma como ela mistura o clássico com o contemporâneo, como usa um acessório que parece nada a ver, mas que acaba se tornando uma extensão do look, como usa óculos escuros sempre e sem parecer prepotente, como arruma o cabelo. Enfim…Todos querem Costanza, inclusive eu! E estar perto dela é sempre rejuvenescedor. Complexo e simples assim, como Costanza, verdadeira e apaixonada em tudo que faz.

Costanza em POA
18 de Março de 2015 . Por aspatricias

Reprodução vogue.com

Ela é nossa musa eterna. Elegância é sua essência, bem acompanhada de um humor singular, de uma queridice única, de um estilo sem palavras. Sim. Costanza Pascolato é superlativa em qualidades. Tudo nela é demais. Mesmo. Diferentemente de outras personalidades da moda brasileira, que prometem, mas não cumprem o requinte ao vivo, Costanza é naturalmente chique. Ponto. E nesta quinta-feira, vem a Porto Alegre como um presente da grife Spezzato e do Shopping Iguatemi para clientes especiais - mas não se preocupem, a gente vai conversar um pouquinho com ela e contar tudo por aqui mais tarde. Costanza bate um papo sobre o que mais entende, moda e elegância, coisa que articula como poucas, aprimoradas desde o berço por essa italiana brasileiríssima, filha do fundador de uma das fábricas de tecidos mais importantes do Brasil, a Santaconstancia. A gente, que já acompanhou Costanza em muitos encontros Brasil afora, pode garantir que é sempre uma experiência maravilhosa.

Fotos Divulgação Spezzato

Ah! Não menos importante: na quinta, a Spezzato apresenta o inverno 2015 com quatro temas diferentes, que passam por vários estilos: Cherry Lady, romântico e sofisticado; Dark Romance, com um ar misterioso e sexy; Urban Savage, que mistura o senso utilitário com a alma urbana; e Sweet Retrô, inspirado nos anos 60. Curiosas!

Amo Moda Amo Brasil, um golaço para a moda brasileira
13 de Junho de 2014 . Por Fernanda Cassel

Então, pelo jeito está tendo Copa, não é mesmo? Nesse momento em que o Brasil é o centro das atenções, é bacana fazer proveito dessa plataforma para mostrar que nem só de futebol é feito o país. Eis a intenção da campanha Amo Moda Amo Brasil, aproveitar esses olhares voltados em nossa direção e dirigi-los a outro case de sucesso: a moda brasileira.

Um dos primeiros passos da campanha foi a criação do filme institucional, que aproveita a linguagem do futebol e a relaciona com o setor da moda, acompanhando o passo a passo da criação de uma peça de roupa (do croqui à passarela) como se fossem jogadas em uma partida de futebol. Faz do desenho o pontapé inicial, da costura um drible e do resultado um golaço. Confira o filme abaixo:

O objetivo da campanha é valorizar a moda como um setor significativo para a economia brasileira, representando 5,5% do PIB da indústria de transformação (que faz da matéria-prima um produto final), sendo o segundo maior empregador da mesma, responsável pela geração de 8 milhões de empregos (diretos e indiretos). Não é pouca coisa! Além disso, o Brasil está entre os dez principais mercados mundiais da indústria têxtil, entre os primeiros na lista de produtores e fornecedores de diversos tecidos (incluindo o quinto lugar no ranking mundial de produção de algodão) e, o mercado da moda brasileira como um todo, cresceu quase 300% na última década. Podemos dizer que esses dados são mais que merecedores de uma campanha bonitona como a Amo Moda Amo Brasil.

O projeto é da São Paulo Fashion Week com apoio inicial do Iguatemi, O Boticário e Riachuelo, porém as portas estão abertas até 2016 ao resto do setor para abraçar essa causa. Nesses próximos dois anos estão planejados ensaios fotográficos, filmes, desfiles e exposições, incluindo a mostra e a publicação de dois livros, em comemoração aos 20 anos de criação do SPFW em 2015.

Gravatas diferenciadas em Porto Alegre
22 de Maio de 2014 . Por aspatricias

Hoje, dia 22 de maio, é lançada a coleção de estréia da Seleto Gravatas Premium, no Iguatemi em Porto Alegre, primeiro ponto de venda da marca, aberto esse ano.

Foto Danny Bittencourt

A Seleto segue aquele velho preceito de que quem se especializa em algo, acaba por tornar-se excelente no mesmo. As empresárias Luana Roesh e Carolina Niedermeier viram nas gravatas essa oportunidade, trazendo para dentro da moda masculina um cuidado maior com um produto tão próprio desse vestuário. As peças são feitas de seda italiana, com estamparia exclusiva, elaborada pela designer Mari Carneiro, que desenvolveu 90 padronagens diferentes para a Seleto. Os modelos vão do tradicional, até o modelo super slim, aquele mais fininho, que é perfeito para dar uma atualizada no terno clássico.

 

Mas é claro que as gravatas não ficam restritas para os homens! Evidentemente, as mulheres que desejarem compor visuais poderosos utilizando esses mimos de seda, podem encontrar na vasta seleção de modelos, um que encaixe no seu gosto - sem precisar ter que roubar do namorado.

A loja está localizada no primeiro piso do Shopping Iguatemi em Porto Alegre, e além das gravatas também oferece lenços, abotoaduras e kits para padrinhos de casamento.

Foto Danny Bittencourt