Spirito Santo inspira-se nos clubes da luta
30 de Maio de 2017 . Por aspatricias

Spirito Santo/Divulgação

Referência em alfaiataria, a Spirito Santo lança neste inverno uma coleção diferenciada.  Chamada The Club, faz referência ao universo dos clubes de luta de boxe. A inspiração fica por conta dos figurinos e lifestyle dos personagens dos filmes da cultura pop Clube da Luta e Snatch, sucesso dos anos 90 e 2000.

As peças foram criadas em shapes esportivos, como moletons e calças de tecidos leves com elasticidade. As lavagens e efeitos manuais conferem um ar handmade. A cartela de cores transita pelo roxo, bordô, tons de azuis e marrons, além de muito preto. As apostas da estação são as malhas texturizadas e diferenciadas, com desenhos tribais e geométricos. Já os casacos e jaquetas trazem acabamentos rústicos e apontam um estilo urbano com pequenos elementos clássicos. A alfaiataria, carro chefe da grife, aposta em cores diferenciadas nos trajes, como o azul bic e paletós mais curtos.

Spirito Santo/Divulgação

Há mais de 10 anos no mercado, a Spirito Santo traduz o conceito de personalidade e classe do homem contemporâneo. Inspirada na ótica da alfaiataria com alma, a marca está crescendo. Ainda no primeiro semestre, a label prepara a abertura de uma loja em Passo Fundo, além de outras por outras partes do país. A grife vende também pelo e-commerce spiritosanto.com.br. Ah! E acaba de estrear uma loja no Fashion Outlet, em Novo Hamburgo.

Spirito Santo/Divulgação

 

Spirito Santo comemora dez anos com campanha fotografada em Nova York
3 de Maio de 2016 . Por aspatricias

Há dez anos no mercado, a Spirito Santo traduz o conceito de personalidade e classe de cada um. O talento vem de um século de tradição familiar em alfaiataria. Inspirada no conceito “a criação vem da alma”, a marca cresce cada vez mais, levando conforto e elegância a todos os momentos do dia do homem contemporâneo. A coleção de inverno chega às lojas em clima de festa. No começo deste mês a marca comemorou dez anos de estrada, sendo pautada pela música, pelo bom gosto e pela versatilidade do estilo masculino. Segundo a equipe de estilo esta é “a melhor coleção de todas”. A marca tem como inspiração, três ícones da moda e da música: John Lennon, David Bowie e Frank Sinatra. Os costumes, peças tradicionais da marca, foram batizados com o nome dos cantores e carregam elementos do estilo de cada um tanto na modelagem, quanto nos detalhes dos acabamentos.

 

Campanha fotografada em Nova Iorque por Messias Schneider

Campanha fotografada em Nova Iorque por Messias Schneider

 

O estilo Spirito Santo, mescla referências de diversas vertentes, criando um “mosaico do homem contemporâneo” onde a alfaiataria encontra o esporte, o clássico encontra o urbano. Bons exemplos destas misturas são os paletós em tweed com patches nos cotovelos, as jaquetas com modelagem clássica e as camisas com estampas divertidas. O denim usado na linha de camisas fun é desgastado e tem efeito degradê. Nas calças, destaque para as lavagens ácidas em modelagens skinny. As malhas apresentam padronagens étnicas com pontos grossos e rústicos, lembrando peças feitas à mão.

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Para este mês de abril, a Spirito Santo preparou mais duas novidades: uma nova loja em Santa Maria que acaba de inaugurar no Royal Plaza Shopping e a reformulação da loja em Florianópolis no Shopping Center Iguatemi totalizando dezoito lojas espalhadas pelo estado e Santa Catarina.

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Top 5 do masculino de Milão
27 de Janeiro de 2016 . Por Paola Pasquale

Já falamos aqui sobre o mood da Semana de Moda Masculina de Milão e o movimento genderless que vem invadindo a moda. Mas não foi só essa nova moda neutra que se viu pulular nas  passarelas. Diversas microtendências para deixar os homens mais estilosos no próximo inverno deram as caras na cidade italiana. Confere nosso top five!

Western

Ponchos, bandanas, peles, jeans, estampas animais: o homem caubói brilhou em várias coleções, como as de Dolce&Gabbana e da Gucci. Esse spaghetti western tem cobertura de sofisticação e muito sex appeal, o que resulta em uma interpretação mais sutil e contemporânea.

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Amarelo

Xô chatice e sobriedade. O amarelo, em sua versão mostarda, aparece em ternos, casacos e até sapatos para o inverno. Elegante e alegre o tom surge nas coleções de Etro, Antonio Marras e Fendi.

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Bordados Florais

Gucci, Roberto Cavalli e Antonio Marras apresentam suas versões dos apliques florais. Em parte pela pegada genderless, em parte por um toque western, as flores caem muito bem em casacos e blazeres.

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Casacos longos

Nos desfiles de Dolce&Gabbana, Fendi e Bottega Venetta, os casacos voltam a aumentar de tamanho, chegando até os tornozelos. É máxi, é chique.

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Casacos de pele

A tendência já é forte entre as mulheres e aparece nos desfiles masculinos como uma ótima opção para enfrentar os meses mais frios. Os casacos de pele aparecem de diferentes formatos e cores e são aposta na Nº21, Etro e Philipp Plein.

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O genderless na Semana de Moda Masculina de Milão
26 de Janeiro de 2016 . Por Paola Pasquale

Acabou de rolar a Semana de Moda Masculina de Milão, também conhecida como Milan Fashion Week for Men ou Milano Moda Uomo. E não tem como não dar uma atenção especial às passarelas milanesas, já que, além de ser uma das capitais da moda, a cidade é reconhecida pelos homens estilosos que por lá habitam. Sim. Em Milão, moda não é “coisa de menina” e costuma sair, de fato, das passarelas para a rua, o que é bem difícil por aqui, né?

Aliás, falando em gênero, tá aí um assunto que ganhou a moda - e não só ela - no último ano e no início deste. Assim como nas passarelas do mundo inteiro, o genderless pôde ser visto em diversas coleções deste inverno 2017 masculino. O movimento (não curtimos chamar simplesmente de tendência já que a discussão sobre gênero não é exclusiva da indústria fashion) influenciou uma moda masculina mais maximalista, exprimida em padrões jacquard e brocado, em tecidos de estofados e peles, em pregas e babados. Tudo isso em uma mistura de masculino e feminino que muito nos encanta.

A ideia do genderless não é vestir homens de mulheres, não é travesti-los. A proposta é questionar: “o que é o masculino?”. Saia é uma peça unicamente feminina? A cor rosa é unicamente feminina? O que é o feminino afinal? O que define um homem ou uma mulher são as roupas?

No desfile da britânica Vivienne Westwood, por exemplo, a sempre transgressora estilista trouxe a mistura de gêneros de forma muito fluida e contemporânea. Seus homens usaram saias, botaram os ombros de fora, usaram maquiagem, cores vibrantes, bolsas e botas de montaria. O resultado foi uma estética nova e não mais nem menos masculina. As peças representam bem o novo conceito de gender neutral, bem diferente da ideia batida de “unissex”.

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O aclamado estilista Alessandro Michele, que entrou na Gucci no ano passado e já deixou muitos fashionistas babando por suas criações, também não ficou para trás. O italiano apresentou uma moda andrógina, com homens delicados e de cabelos longos. Nos outfits, muito rosa, acabamentos florais tons pastel e elementos divertidos. Termos e gêneros a parte, eis mais uma coleção encantadora de Michele.

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O homem Versace, sem perder a habitual elegância, aparece com cores, modelagens e acabamentos também vistos antes como femininos. O produto disso é uma das coleções mais incríveis da temporada:

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Por fim, a Prada encerrou a fashion week com a proposta de bolsas masculinas que questionam a supremacia das tradicionais pastas e mochilas. Afinal, até bolsas têm que ter gênero? A semana de moda masculina comprova que não. E pelo jeito, cada vez mais vamos ver por aí a moda sendo usada como forma de expressão, com mais liberdade e menos rótulos. Já estava na hora de a moda dar uma chacoalhada, não?

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Moda ‘agênero’ de João Pimenta
17 de Abril de 2015 . Por Fernanda Cassel

Vamos falar um pouquinho do papel do gênero na moda? É engraçado, às vezes, parar para pensar, em pleno 2015, que ainda tenhamos barreiras quando se trata de peças femininas e masculinas. Com o tempo, entendemos que existe uma pluralidade diferente, existe mais do que pequenas caixinhas onde costumam ser divididas as características nas quais se encaixam cada definição. Por isso temos visto cada vez mais estilistas questionando essas distinções - podemos citar um belo, recente rápido exemplo, como a coleção Vivienne Westwood acaba de apresentar em Paris, chamada Unisex. No SPFW, tivemos esse traço do hoje, este ‘agênero’, no verão 2016 de João Pimenta.

Foto Marcelo Soubhia Ag. FotositeFoto Marcelo Soubhia Ag. Fotositefoto-12-marcelo-soubhia-ag-fotositefoto-12-marcelo-soubhia-ag-fotositeFoto Marcelo Soubhia Ag. FotositeFoto Marcelo Soubhia Ag. Fotosite

O estilista João Pimenta não é um estranho quando se trata de flexionar os limites entre as roupas comumente tidas como “para homens” ou “para mulheres”, inserindo elementos que muitas vezes são alheios ao universo prático masculino (alfaiataria pastel, tecidos luminosos, transparências e modelagens próximas ao corpo e mais acinturadas). Esse ano, o estilista decidiu esquecer todos os rótulos e criar uma coleção despida de gênero. Não são peças masculinas com influência da moda feminina e nem o contrário; são peças de João Pimenta. São coletes alongados, blazeres minimalistas, calças de modelagem ajustada e outras mais despojadas. São peças de alfaiataria esportiva, com recortes e aplicações de rendas e arabescos. A coleção foi desfilada vestida em meninos, mas, alguns ajustes de tamanho, e as mesmas peças poderiam ter sido vistas na mesma semana em Daiane Conterato, Clarice Vitkauskas ou Waleska Gorczevski.

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Sabemos que o que achamos um luxo nas passarelas masculinas raramente acabam refletindo-se nas ruas, sendo as tendências acolhidos por poucos - e ousados - indivíduos. Talvez agora, com essa moda do Jõao Pimenta que não vê distinção entre o gênero de quem veste, seja mais fácil a simbiose dos guardarroupas. Não só as mulheres buscarem uma peça do arsenal masculino e chamarem de “boyfriend”, mas também os homens pegarem uma pecinha aqui e ali do armário feminino e chamarem apenas de “linda”.