#minastrend, 10 anos, dia 2
6 de Abril de 2017 . Por Patrícia Pontalti

O Minas Trend Preview segue hoje com o Salão de Negócios, considerado um dos principais do Brasil, reunindo 201 expositores de 106 marcas de roupas, calçados, bolsas, joias e bijuterias – e a feira parece que vai bem, pelo que a gente conversou com os expositores, e a perspectiva da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais) é que movimente R$ 30 milhões - torcendo pelo sucesso. Pelas vitrines do Salão, nada de muito novo em relação a tendências, que se limitam a uma cartela de cores e estampas mais frescas, mantendo as principais inspirações deste inverno, algo em torno do esportivo, do streetwear, dos anos 80 e da sobreposição dessas imagens junto a conceitos do chique, assim como se viu na passarela do evento, que se encerrou ontem a noite com desfile de Victor Dzenk.

No segundo e último dia de desfiles do Minas Trend, a passarela foi aberta pela Bob Store. Estreante no formato, talvez a grife precisasse amadurecer um pouco mais a ideia de um show. Embora a roupa, enquanto produto, fosse bonita, adequada para vestir em um cotidiano profissional, faltou um algo mais, um quezinho de estilo que fugisse ao combo padrão de alfaiataria-tricô, afinal, é um desfile e precisa causar um pouquinho que seja de frisson. Ah! E foi muito inverno para ser verão.

Bob Store / Agência Fotosite

Bob Store / Agência Fotosite

Já Lucas Magalhães, audacioso experts em tricô, apresentou um dos shows mais bacanas do Minas Trend, com mão precisa entre produto e styling, com peças lindas que cresceram ainda mais na composição de passarela – eis a chave, o equilíbrio. Inspirado pela desconstrução dos padrões da alfaiataria clássica masculina, Lucas brincou com padronagens, como o príncipe-de-gales, o risca-de-giz, e pied-de-poule, em um tricô fininho que surge também mesclado a rendas, fitas e bordados. O shape é tubular, alongado, com comprimentos mídis em destaque. As sobreposições de peças em diferentes cores e estampas e os acessórios com forte personalidade esportiva reforçaram o clima esporte-chique da coleção. Amei!

Lucas Magalhães / Agência Fotosite

Lucas Magalhães / Agência Fotosite

A Unity Seven trouxe uma coleção de vestidos longos em tons suaves, principalmente o branco e a gama de nudes e rosáceos. Com stytling do muso Giovanni Frasson, que também participou dos processos criativos do desfile ao lado dos estilistas Rejane Diniz, Luana Magalhães e Eric Martins, a expectativa foi grande. Os vestidos são minimalistas, elegantes, com interessantes construções de modelagens (algumas vezes, um pouco fora do corpo das modelos), mas podia ter um temperinho extra – ou, talvez, menos modelos desfilando, com uma apresentação mais concisa, o que minimizaria a impressão de repetição. Mesmo assim, com essa sensação de dèjá vu depois de algumas entradas, suspirei por alguns modelos, como o de um ombro-só branco que sonho em vestir.

Unity Seven / Agência Fotosite

Unity Seven / Agência Fotosite

Sabe quando um styling precisa ser muito criativo para modernizar as peças e isso torna o show um tanto confuso? Foi o que rolou no desfile da Manzan, da estilista Letícia Manzan. Assinado por Daniel Ueda, um dos profissionais que a gente mais admira, o styling sobrepôs diferentes peças com meias bordadas, estampadas e amarradas e também apostou em efeitos do hoje, vide camisetas sob vestidos de alcinha. Limpando esse visual caleidoscópico, o que se viu foram vestidos de tule, pantalonas de seda e um jeans rebuscado por muitos bordados, bordados que também decoravam muitas das peças junto a pedrarias, cristais, paetês e fitas de cetim – algo que estava na maioria dos estandes do Salão de Negócios. Nos tons, os aquarelados que prometem ser tendência da estação do calor ao lado do um bege de linho natural.

Letícia Manzan / Agência Fotosite

Letícia Manzan / Agência Fotosite

E pra encerrar a noite, o desfile do mineiro Victor Dzenki, que teve como atração principal a cantora Preta Gil. Voltando a falar de styling, ele deu um bom tom aos vestidos, calças e tops festivos do designer, que surgiram mais provocativos e contemporâneos graças a sobreposições, meias coloridas e chapéus ao estilo saharienne bordados – um luxo. Curti a parte mais safári da coleção, inclusive as peças com uma bela padronagem de camuflagem. Ao final do desfile, Preta Gil entra cantando Eu Quero, Você Quer e falando sobre a importância de ter modelos plus nas passarelas. Junto a isso, a coleção de tamanhos maiores (até 48), foi mostrada por algumas modelos magras e outras sutilmente maiores, que ficaram apenas na boca de cena, dificultando a visualização dos vestidos pela plateia. Uma pena. Podia ter sido um belo momento all size de verdade para encerrar esta 20 edição, comemorando com muita democracia os 10 anos de um calendário tão querido. Fica pra próxima.

Victor Dzenk / Agência Fotosite

Victor Dzenk / Agência Fotosite

#minastrend, 10 anos, dia 1
5 de Abril de 2017 . Por Patrícia Pontalti

Estou no Minas Trend depois de algumas temporadas longe (por corujice materna) deste calendário que nasceu para antecipar ainda mais os lançamentos nacionais (inclusive, tinha o rabicho “preview”) e unir ousadias de passarela à objetividade real de uma feira de moda. São 10 anos de Minas Trend e o evento se mantém fiel a essa essência, transformando em uma tribo uníssona os lojistas, os jornalistas e agora os digital influencers. Fato: todo mundo anda lado a lado por aqui, trabalhando na buena. Esta 20 edição, que celebra os 10 anos do MT, comprova isso e reforça a preocupação dos organizadores de manter a qualidade, principalmente da feira, uma das melhores do país, e dos poucos desfiles – poucos porque nem todos querem investir neste formato em um momento de se planejar melhor os investimentos, né mesmo?

Em apenas um dia do Minas Trend já resgatei minha boa memória. Um dia porque minha conexão de Minas para SP atrasou na segunda e perdi a festa/desfile de estreia, um pout pourri das marcas que participam da feira, normalmente com um styling ótimo traduzindo as principais tendências da estação. Portanto, ontem foi minha estreia nesta edição – e foi ótima. Circulei pela feira, que está linda, espaçosa, reunindo marcas que assinam roupas, acessórios, calçados de qualidade em diferentes estilos – você pode até não gostar de alguns estilos, mas é impossível negar o bom nível da marca e, por isso, pela curadoria, a feira se torna uma das melhores do país. Vou descobrindo peças, conferindo apostas e depois conto tudo melhor para vocês.

Agora quero mesmo falar dos primeiros desfiles, os primeiros a trazerem um perfume da temporada de verão 2017 – lembrem-se que o São Paulo Fashion Week veio com as apostas deste inverno. Na verdade, o desfile que abriu o Minas Trend não foi muito de verão, já que é um repeteco, mais enxuto e comercial, do que a Ellus apresentou no SPFW em março.

Ellus / Agência Fotosite

A coleção, que celebra os 45 anos da marca paulista, traz peças-chaves do streetwear da Ellus, um elo entre a transgressão do couro e a sofisticação da alfaiataria. Logo, difícil não curtir. Na passarela mineira, o show veio com peças mais leves, mas manteve os desejos da grife, como as jaquetas biker curtinhas, as calças de alfaiataria de cintura alta, os vestidos sequinhos e os acessórios pesados – benzadeus que eu quero um coturno já!

Ellus / Agência Fotosite

Na sequência, as apostas da estilista Natália Pessoa, que pela segunda vez sobe à passarela sem o nome da grife Faven. Exibindo a expertise em transformar tricô em algo singular que transita entre a rigidez da alfaiataria à fluidez de tecidos leves como a seda, Natália assina uma coleção que sem embala no power dressing, com destaque para formas ajustadas, mangas amplas, jabôs, cinturas marcadas, vestidos smoking de um ombro só e muitas calças fusos – ai, dio, os anos 80 nunca morrem. A cartela de cores traz o preto e branco apimentando por cítricos, azuis iluminados e rosas suaves, extremamente harmoniosa e suavizando na boa medida a força das formas e modelagens.

Natália Pessoa / Agência Fotosite

Natália Pessoa / Agência Fotosite

Para a marca mineira Plural o verão será de modelagens oversized, com um visual fresco e leve. Comprimentos mídis, tecidos naturais, como tramas de linho e voal de seda, estampas marcantes, mas em tons suaves, e muitos metalizados se destaquem na coleção. A marca também levou à passarela peças produzidas em impressora 3D, em uma série de modelos brancos com recortes vazados que encerram com certa rigidez o desfile fluido. Tudo bem bonito.

Plural / Agência Fotosite

Plural / Agência Fotosite

E pra encerrar o primeiro dos dois dias de desfile, a grife mineira Anne est Folle, das irmãs Renata e Ludmila Manso. Adorei o desfile, achei o melhor do primeiro dia. Reforçando a personalidade atemporal da grife, as peças mesclam diversas referências, que resultam em um visual mezzo nipônico, mezzo esportivo, totalmente contemporâneo. As prints são inspiradas por ornamentos geométricos dos anos 20 e por mosaicos e florais orientais – e a mistura delas, assim como a cartela de cores, é demais.

Anne est Folle / Agência Fotosite

As formas são amplas, confortáveis, deliciosas, com destaque para parkas, que, por vezes, até parecem quimonos, calças justinhas, amarrações, faixas e outros detalhes esportivos, como coulisses, e volumes localizados. Os sapatos, ah…., os sapatos, são de suspirar, com boots e tênis de escalada feitos de crochê (!) e slides coloridos e esfiapados. A gente torce para que Anne mantenha sua insanidade para todas as temporadas. E amanhã tem mais!

Anne est Folle / Agência Fotosite

Galeria Melissa de Londres recebe exposição de Vivienne Westwood
30 de Setembro de 2016 . Por aspatricias

A capital inglesa ganhou mais uma atração de peso nesta temporada. A Galeria Melissa de Londres recebe a exposição“Vivienne Westwood Anglomania Rocking Horse Shoe”, que celebra o aniversário de 30 anos de uma das mais icônicas criações da estilista britânica. A collab entre a designer e a marca brasileira, que já contava com uma releitura de plástico do famoso modelo, ganha, agora, uma instalação especial na concept store em Covent Garden.

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O clássico foi apresentado por Vivienne, pela primeira vez, em 1985, durante seu desfile de Primavera-Verão batizado de Mini-Crini. Na época, o sapato garantia o estilo e movimento necessários para compor os looks punk da passarela - mood que se tornou sua marca registrada. Mais tarde, em 1987/88, a Rocking Horse Ballerina fez parte do styling de sua coleção de Outono-Inverno, a Harris Tweed.

A exposição na Galeria Melissa traz imagens de arquivo desses momentos complementando uma instalação com o modelo recriado pela marca brasileira e uma escultura gigante com uma sela, convidando os visitantes a brincarem sobre ela.

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O modelo Melissa + Vivienne Westwood Anglomania Rocking Horse Ballerina é uma releitura do design original, mantendo a plataforma alta e os laços para amarração, toda em plástico reciclável e vegano, nas versões vermelho, preto e branco e na exclusiva opção dourada.

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Verão Anzetutto para um lifestyle dinâmico
22 de Setembro de 2016 . Por aspatricias

A Anzetutto, grife gaúcha de calçados apresenta a campanha de verão 2017 inspirada pela força e pelo poder feminino. Para estrelar o ensaio, a eleita foi uma das grandes mulheres por trás da marca, Bruna Paese, diretora de lojas e filha de Valter Paese, fundador da label. O espírito empreendedor e, ao mesmo tempo, divertido de Bruna ilustra o lifestyle dinâmico e atual da Anzetutto, que vem conquistando cada vez mais seguidoras pelo Brasil.

Adesivo Vitrine POA

Clicada em estúdio pelas lentes de Rodrigo Fanti, a campanha traz os principais lançamentos da coleção em meio à uma cartela de cores candy, realçando a doçura e a leveza da estação quente. Com conceito da Orgã Group, o ensaio tem styling de Kamila Hugentobler e beleza assinada por Andre Guerrero e Gregori Ribeiro.

Adesivo Vitrine POA

 

NYFW moods: inspirações para o verão 2017
21 de Setembro de 2016 . Por Paola Pasquale

E começa mais uma temporada de fashion weeks! Confesso que essa já começou me deixando particularmente empolgada, cheia de novos conceitos e propostas trabalhados com primazia por alguns dos nossos designers preferidos. A semana de moda de Nova York, primeira internacional, chegou refrescando os moods do verão 2017. Tá confusa com o tanto de informação saindo das passarelas direto para o seu Instagram? Fizemos um compilado do que consideramos os destaques das passarelas da Big Apple. Vem comigo!

Amarrações

Fita, faixa, corda, cinto, tira. Amarrado, caído, emaranhado. As amarrações apareceram nos mais diversos contextos, do contemporâneo ao romântico. Ate-se!

 

Missoni, Coach 1941, Rag & Bone, Alexander Wang, Hood By Air

Missoni, Coach 1941, Rag & Bone, Alexander Wang, Hood By Air

 

Camisaria

Um dos grandes destaques dessa fashion week foram as camisas desconstruídas (ou não). Combinadas às amarrações ou usadas para amarrar, são sucesso. Ah! Não foi só nas passarelas, não. No street style, a aposta também foi certeira.

 

Rag & Bone, Proenza Schouler, Carolina Herrera, Altuzarra, Hood By Air

Rag & Bone, Proenza Schouler, Carolina Herrera, Altuzarra, Hood By Air

Party girl

Os anos 80 continuam bombando com sua estética vou-fazer-bafão-na-balada (Jeremy Scott!). A novidade? A estética clubber, do final dos anos 80 e início dos 90, também brilhou (e muito!) no desfile de Marc Jacobs. Aposte em brilhos, plissados, bordados, plumas, paetês e plataformas. Me gusta!

 

Marc Jacobs, Rodarte, Proenza Schouler, Jeremy Scott

Marc Jacobs, Rodarte, Proenza Schouler, Jeremy Scott

 

Country side

A estética folk é quase um clássico, invariavelmente aparece aqui e ali em todas as temporadas. Nesta semana de moda, uma pitada de country, de american cowgirl, chega para se misturar a esse estilo e também a outros, até com o rock! Se você curte a ideia, vale investir em ícones como ferraduras e chapéu de vaqueiro.

 

Anna Sui, Coach 1941

Anna Sui, Coach 1941